Saúde pública: pezinho pra frente, pezinho pra trás…

O Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFemea) divulgou estudo apontando que em média um milhão de abortos ilegais são realizado ao ano no Brasil, onde se registra, ao ano, 250 mil internações de mulheres por complicações decorrentes de abortos ilegais. Estes dados fazem parte do estudo Dossiê sobre a Realidade do Aborto Inseguro em Pernambuco: o Impacto da Ilegalidade do Abortamento na Saúde das Mulheres e nos Serviços de Saúde do Recife e Petrolina, divulgado em junho de 2008.

Segundo a professora Débora Diniz Rodrigues, do Instituto de Bioética, Direito Humano e Gênero, a mulher brasileira que se pratica o aborto têm em linhas gerais entre 20 e 29 anos, com um filho e são católicas. A professora cita pesquisa que aponta que uma em cada 15 mulheres já realizou aborto.

Próxima semana a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara irá analisar o projeto de descriminalização da interrupção voluntária da gravidez (Projeto de Lei 1135/91).

O relator e presidente da comissão, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já sinalizou que irá apresentar relatório contrário à sua aprovação. E é assim que o Brasil vai pra frente: ficando parado, ou melhor, andando pra trás. A nossa política de saúde pública é bem simples: pezinho pra frente, pezinho pra trás…

2 Responses to “Saúde pública: pezinho pra frente, pezinho pra trás…”

  1. Jhéssica Luara Says:

    Bom, eu sou evangélica, mas dessa vez vou defender os católicos. Essas mulheres que praticam abortos não são católicas, elas simplesmente não tem religião, e para não ficarem marginalizadas por tal, se professam católicas.
    Parece uma observação sem importância, mas é pertinente.*

  2. Fábio Ataíde Says:

    Vc está certa. A mulher católica que pratica um aborto está contrariando a fé que diz professar e por isto não é inteiramente católica, embora digam que são católicas.

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